O mundo do entretenimento na era digital

A pandemia foi só mais uma forma de dar um alerta aos produtores do mundo do entretenimento, o mundo está cada vez mais digital e adaptações serão necessárias. As pessoas continuam ficar agarrada a alguns costumes a antigos mas a verdade é que vários produtos de entretenimento já mudaram o meio de distribuição e entrega .


LP….CD ?

Qual foi a última vez que você comprou um CD ou mesmo qual foi a última vez que você pagou por música? Nem se lembra, o mercado musical fez uma transição silenciosa para o mundo digital. Ainda são vendidos CDs e até LPs, mas como boa parte das coisas hoje em dia são quase sempre adquiridos por que quer alguma coisa colecionável do artista ou banda. Hoje a maior parte das músicas acabam em algum serviço de stream como Spotify ou em listas no YouTube que agora tem o YouTube Music. Se antigamente o artista ficava na dependência de uma gravadora para se lançar hoje em dia você faz sua música e joga em todas as redes sociais, isso gera visibilidade dai convites para shows e assim por diante, sem falar que se a música for popular pode gerar uma nova fonte de renda sendo usada em vídeos da mesma plataforma. Acho que o último disco que tenho aqui foi a trilha sonora de guerra nas estrelas a ameaça fantasma e já faz muito tempo que nem coloco pra tocar, pelo menos não do CD, procuro uma playlist no YouTube e deixo tocar, mais prático e rápido.

Quadrinhos digitais

Do mesmo jeito que a música , quadrinhos estão caminhando pra virarem itens de colecionador , ainda a muita resistência de uma parte dos fãs mais antigos porém é difícil negar a facilidade que é você pagar por uma assinatura de quadrinhos digitais em vez de ficar refém das distribuidoras e no Brasil do s correios que sempre fizeram um péssimo serviço.

Em vez de ficar procurando de banca em banca(se é que ainda existem onde você mora) ou esperar entregarem em gibiterias especializadas você pode ler online ou baixar para qualquer dispositivo que possa ler o arquivo da editora. HQs e Mangás digitais sempre foram a melhor ou a única opção para os leitores de certos autores, nem todos as publicações era lançada no brasil e você tinha que depender de sites de scan para poder acompanhar ou conhecer coisas novas que não eram mainstream, como mangás ou quadrinhos europeus, hoje em sua maioria você pode ler legalmente, ,pagando por alguma assinatura ou apoiando o autor em seu Patreon /Catarse,.

Como a música isso permitiu a autores se auto publicar, conteúdos ou histórias que tivessem um publico bastante particular poderiam agora chegar a seus leitores.

Filmes e séries


Essa vai se uma luta muito feia entre estúdios e os donos de cinema, mesmo antes da pandemia boa parte de filmes eram lançados diretos em serviços como Netflix. Séries chegaram a mudar o formato de produção e jeito de contar a história, o que antigamente teria muitos episódios por temporada agora ficou resumido a 15 eps no máximo e na verdade se parecem mais com um filme de alta produção divido em 15 partes.

Ficou muito mais cômodo para o telespectador assistir a temporada inteira de uma vez na hora que quisesse , o mesmo vale para filmes, você não precisava mais de guia de programação pois o filme ou série não tinha horário pré-definido. Para quem não gosta de sair de casa ou não tem energia para mais nada depois de um dia de trabalho a criação de serviços de stream foi uma benção, todo grande estúdio ou produtor de conteúdo agora lança um serviço de stream ou coloca suas produções no mesmo. O que estava matando lentamente alguns cinemas, com a pandemia e todo mundo obrigado a ficar em casa foi como colocar mais um prego no caixão dos cinemas.

Para ser sincero cinema só estava servindo para filmes-evento daqueles blockbuster, produções que não se encaixem nessa categoria tem mais chance de sucesso sendo lançadas em lugares como Netflix eu duvido que filmes como Old Guard e Extraction conseguissem atingir tanta gente se fosse lançado no cinema, apesar de serem ótimos filmes eles não chegam nem perto de serem blockcusters

Emfim o que se deu para notar é que o caminho entre quem faz e quem assiste está cada vez mais curto, para se adequar ao mundo em mudança tem que se pensar digital primeiro e depois em versões colecionáveis, os meios de consumo mudaram muito em pouco espaço de tempo e quem quiser ter sucesso tem que se adaptar, autores tem que procurarem plataformas para se lançarem , músicos tem que investir em redes sociais e cinemas tem colocar mais algum atrativo para tentar levar alguém a sair de casa. As versões físicas desses produtos continuaram a existir porém serão mais focadas em serem colecionáveis do que algo que será usado


Inté a proxima!


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