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Domina- Sombras da Justiça

Personagem criada por Marina Cavoli

História e arte : Eduardo Lucas

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No ano de 2299, a colônia espacial Olympus IV deixou de ser uma promessa utópica para se tornar um símbolo da desigualdade cósmica. Construída como um novo lar para milhões de humanos, o planeta artificial evoluiu para uma distopia tecnológica onde ultracorporações, famílias criminosas e forças policiais corruptas se entrelaçam em um pacto silencioso de exploração e opressão.

No topo desse sistema, a elite vive entre arranha-céus de vidro, jardins climatizados e segurança automatizada. Já nos níveis inferiores, nos becos sujos e nos setores colapsando, os marginalizados lutam para sobreviver.

Mariana Lauren Kavoli era parte da engrenagem. Uma oficial de elite, formada com honras pela Academia de Segurança de Olympus IV, destacava-se pela inteligência estratégica, preparo físico e lealdade ao que acreditava ser justiça. Por anos, atuou na linha de frente da proteção corporativa, participando de missões de alto risco com tecnologia de ponta e a crença de que estava protegendo a ordem.

Até que a ilusão caiu.

Durante uma investigação pessoal sobre uma onda de sequestros em setores periféricos, Mariana e sua equipe reuniram provas contundentes que ligavam os crimes a executivos de uma megacorporação e a uma família criminosa local. Ao apresentar o dossiê, sua esperança foi esmagada por ordens superiores: o caso deveria ser arquivado, os culpados intocáveis. Naquele momento, ela entendeu: a lei não protege o povo, protege o poder.

Mariana pediu demissão e desapareceu.

A Loba Solitária e o Eco Digital

Nos meses seguintes, Mariana se reinventou. Isolada, considerada traidora até por antigos aliados, estabeleceu uma base improvisada nos escombros de um setor abandonado. Ali, começou a agir sozinha. Sem distintivo, sem respaldo, apenas com sua armadura tática modificada e um propósito claro: proteger os esquecidos.

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Suas ações começaram pequenas — interceptar gangues locais, resgatar reféns, redistribuir recursos — mas cada missão a aproximava mais dos bastidores da podridão de Olympus IV.

Foi numa dessas incursões que conheceu Jax, um hacker recluso, imprevisível e brilhante. Ele a encontrou invadindo um sistema corporativo — e, ao invés de alertar os protocolos de defesa, enviou uma mensagem criptografada para corrigi-la. Mariana, desconfiada, confirmou o alerta. Começava ali uma aliança improvável.

Jax era o oposto de Mariana: cínico, desinteressado em heroísmo, motivado pela adrenalina de burlar sistemas e descobrir verdades enterradas. Para ele, Mariana era uma incógnita fascinante — uma peça fora do tabuleiro. Para ela, ele era o único recurso confiável em um mundo que queria vê-la morta.

Juntos, formaram uma dupla letal:

Mariana, o corpo e a ação: infiltração, combate, resgate, e justiça direta.

Jax, a mente e a rede: vigilância remota, contra-hackeamento, invasão de dados, controle de ambientes.

A conexão era fria, funcional — mas carregada de respeito mútuo. Não eram amigos. Eram sobreviventes em guerra contra o sistema.

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